‘Sociedade quer castigo ao goleiro Bruno’, lamenta advogada

Nesta quarta-feira, o Operário, de Mato Grosso, desistiu de contratar o atleta por causa da repercussão negativa com torcedores e também patrocinadores.

Depois do recuo de mais um time na contratação do goleiro Bruno, com protestos de torcedores e ameaça de rompimento de patrocínio ao Operário de Várzea Grande-MT, a defesa lamentou que a ‘sociedade queira castigo e não pena’ ao condenado por homicídio. Em entrevista exclusiva à Record News, a advogada Mariana Migliorini contou um pouco da rotina de Bruno.

“A sociedade não perdoa qualquer pessoa que esteja envolvida em um crime. O Bruno, especialmente, em razão da fama e do julgamento ter sido muito midiático, é mais ainda”, disse Mariana. “A nossa sociedade quer fazer o que? Com esse regresso do sistema carcerário, quer mandar ele embora, denegrir, matar… Pelo visto, não querem que ele faça mais nada.”

Para a advogada, o ex-goleiro do Flamengo deve trabalhar em uma atividade que não tenha nenhuma exposição.

 

“Acredito que deve trabalhar fora de holofote. Essa é a percepção da defesa. A gente quer sempre defender e proporcionar a ele uma vida mais digna e mais tranquila. Espero, de verdade, que nossa sociedade seja mais conciliatória”, disse.

Bruno foi condenado a mais de 20 anos de prisão pelo assassinato de Eliza Samudio e pelo sequestro e cárcere privado do filho Bruninho. Desde 2017, ele cumpre a pena em regime semiaberto.

Após deixar a cadeia, Bruno começou a negociar sua volta aos gramados. O atleta recebeu proposta do time cearense Barbalha Futebol Clube, mas fechou contrato com o Poços de Caldas Futebol Clube, em agosto. O jogador iria depender de autorização judicial para jogar sempre que a partida fosse fora de Varginha. Ele também iria precisar da liberação para treinar com os colegas de time, já que Poços de Caldas fica a 170 km da cidade onde ele vive com a família

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *