Cadela fica cega e perde filhotes ao ser baleada por fazendeiro em Altinópolis

Mirla passou por cirurgia e segue internada. Segundo a Polícia Civil, homem disse que atirou para espantar animal, que havia invadido galinheiro. Inquérito foi instaurado.

A Polícia Civil abriu um inquérito para investigar um fazendeiro suspeito de atirar em uma cadela prenha na manhã de ontem quarta-feira (28) em Altinópolis (SP). O homem disse que agiu após a cachorra, chamada Mirla, invadir o galinheiro da propriedade dele.

“O cachorro entrou dentro da propriedade dele para matar os frangos. Ele deu um tiro de chumbinho para espantar e pegou no olho. Ele vai responder pelo crime, mas não vai ficar preso. Como o cachorro adentrou na propriedade dele, é até injusto ele ser preso”, diz o delegado Eduardo Martinez.

O tiro, de chumbinho, atingiu uma das córneas de Mirla, de acordo com o médico veterinário Augusto Garcia da Costa. O profissional disse que precisou fazer uma cirurgia e retirar o globo ocular direito da cadela, além dos quatro filhotes. Dois já estavam mortos.

“Tivemos que tirar os filhotes, porque, quando morre dentro do útero, é perigoso dar infecção, então não poderia deixar ela correr risco de vir a óbito”, diz Costa. “Ela está tomando remédios, antibiótico, e está respondendo bem.”

Investigação

De acordo com o delegado Eduardo Martinez, responsável pelo inquérito, o fazendeiro será investigado por maus-tratos contra animais. Ele deve ser ouvido pela Polícia Civil nos próximos dias, assim como a dona da cadela e o especialista que a atendeu.

Com a lei assinada em agosto pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido), a pena para quem comete maus-tratos contra cães e gatos varia de dois a cinco anos de prisão. Na legislação antiga, era de três meses a um ano.

Fonte: G1

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